domingo, 18 de outubro de 2009

It People

“It Girls” e “It Boys”, termos na moda atualmente. Sim, literalmente da moda atual. Cuidado. Estes termos não fazem parte das últimas tendências da estação. Ao contrário, são avessos à elas.
A expressão “It Girl” era muito utilizada na década de 60, se referia à garotas descoladas, estilosas, com opinião e lançadoras de tendência. O termo It não sofreu grandes variações de significado dos anos 60 para hoje: pessoas charmosas, com personalidade e estilo de vida marcante, estilosas, ecléticas, lançam o que é novo, influenciam, possuem grande círculo de amizades, etc. O mundo It people é dono de um estilo que inspira um planeta de mulheres e homens admiradores da beleza, do sonho e de personalidade.
Uma It people contagia o ar por onde passa, é cativante e adorável. Transpira segurança e personalidade, possui grande auto-estima por se auto-conhecer, usa seus pontos fortes, sabe quem é e o que quer. Sempre se enquadra no ambiente, sabe se posicionar, alia seu comportamente ao look. Ser uma It People é muito mais do que ser uma expert no mix de peças e saber combinar, ou lançar tendências, é saber o COMO: como usar, como agir, como se expressar.
Sendo It Girl ou It Boy, as roupas são uma extensão da personalidade dessas pessoas. São reflexo de suas escolhas e seu olhar sobre o mundo. Lançadoras de tendências ou não, são pessoas com personalidade marcante e um estilo único. Por isso são alvo de muitos olhares e suas escolhas na hora de se vestir, cobiçadas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Identidade visual: a comunicação entre a empresa e o cliente

“Marca é a soma intangível dos atributos de um produto; seu nome; embalagem e preço; sua história; reputação e maneira como ele é promovido. A marca é também definida pelas impressões dos consumidores sobre as pessoas que a usam; assim como pela sua própria experiência pessoal". [David Ogilvy]

... a identidade visual é um espaço reduzido e compacto que compreende vários conceitos, é a forma absoluta e sintética de representação . É uma correspondência figurativa, a marca pode identificar o “produto”, ou o “produto” pode remeter à marca. Algumas identidades visuais tornam-se ícones, como se marca e produto fizessem parte um do outro...

As identidades visuais expressam-se através de símbolos (desenho, marca), logotipos (letras) ou através da junção do nome com algum símbolo gráfico, a logomarca. É o elemento visual que identifica e diferencia de outros. Cada vez mais a logomarca basea-se em signos visuais e de design para uma boa visibilidade e reconhecimento no moderno e competitivo mercado. Uma logomarca bem feita representa de maneira clara ou subliminar a função de sua empresa.

"Marcas vencedoras não apresentam somente benefícios funcionais. Seu objetivo é criar também benefícios emocionais que levam a sua fidelização".

O primeiro passo para desenvolver uma identidade visual, é a criação do nome. Todo trabalho é baseado em uma apresentação detalhada sobre a empresa, o briefing. Os conceitos que serão passados para os clientes, a missão da empresa, os produtos ou serviços oferecidos, o posicionamento da mesma, se existe um diferencia a ser oferecido, os objetivos e estratégias de marketing, o público alvo, tudo é relevante para uma boa comunicação entre empresa e público.
Outro ponto bastante importante e que deve ficar claro na hora de criar uma identidade visual é a diferenciação de marca e produto. É bastante comum ouvirmos pessoas dizendo: "Preciso comprar um Bom-Bril" ao invés de simplesmente dizer: "Preciso comprar uma esponja de aço". Após alguns anos de propaganda e divulgação do produto as pessoas passam a incorporar a marca ao produto.
Outro ponto a ser levando em consideração, é a concorrência. Através dela pode-se perceber como o mercado enxerga a postura de uma determinada marca, como foi desenvolvida sua identidade visual e se é bem aceita. Além disso, pode-se encontrar qual será o diferencial e procurar expressar este na identidade visual da empresa.
Unindo todos esses elementos, definido o logotipo, o símbolo pode ser um elemento a mais para uma boa diferenciação e definição da logomarca. Mais do que chamar a atenção por suas formas e cores, as marcas, logotipos e logomarcas identificam e diferenciam sua empresa das demais.

Todas as características do produto são sempre ressaltas, e a credibilidade da marca é reafirmada pelo "garoto propaganda" da marca (desde muito sempre o mesmo) e outras celebridades.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A vez dos pequenos

Tal pai, tal filho, diz o ditado. Ainda hoje podemos tomar essa máxima popular como realizável? Sim. E não. No que diz respeito à escolhas, notamos duas vertentes no comportamento infantil: os pais são modelos em quem se espelhar e a existência do pensamento “acho que sou grande o suficiente para tomar minhas próprias decisões”.
Começando pela segunda perspectiva, é visto que as crianças de hoje nascem em um mundo diferente das gerações passadas, são totalmente ligadas à tecnologia e possuem facilidade de acesso à informação. De certa forma, esse estilo de vida contemporâneo desde muito cedo começa a moldar a personalidade dos pequenos. O que cerca o mundo deles é o que influencia sua maneira de agir e de vestir. Recebem influências, principalmente, desse mundo tecnológico e da mídia, com seus desenhos animados e ídolos, que se tornam referência de comportamento e estética. Por outro lado, é notável o poder que elas possuem de analisar e possuir um julgamento próprio para o que pode ou não ser bom para elas, a ponto de optarem por suas preferências, ou seguirem os conselhos dos pais. Nesse aspecto se encaixa a figura paterna/materna, forte o suficiente para transmitir uma imagem positiva, de segurança e confiança para as crianças. Quando há esse relacionamento com a imagem do pai ou da mãe, é que vemos, nos pequenos, o espelho das atitudes e elementos do visual paternal.
Com essas mudanças de comportamento, o foco da indústria indústria e do marketing passa diretamente para o público infantil, especialmente os jovens, que detêm um maior poder influenciador e de decisão, tanto quanto os próprios pais. Mas ao mesmo tempo há a preocupação com a opinião dos adultos, os pais que ainda escolhem pelo menores e são aqueles que possuem a decisão de compra.
Essa influência exercida pelos pais se reflete no vestuário infantil, nesse inverno, as tendências do mundo adulto se transformam em tendências para as peças infantis, representadas por cores, estampas e formas. A palavra-chave é versatilidade, aliada ao conforto que são características imprescindóveis para que o vestuário infantil seja usável, realista e prático. As peças são bem trabalhadas, impera a mistura de materiais e tecidos, criando a coexistência do étnico e do moderno. Os temas presentes no universo infantil são: Romance, Esporte e Étnico. Foco nas texturas, o jogo de sensações e experiências bastante exploradas nessa fase, detalhes artesanais e suaves, estampas étnicas, naturais, geométricas e desenhos animados, sobreposições e recortes.

sábado, 8 de agosto de 2009

Brasil em Paris

Gustavo Lins, foi o primeiro estilista brasileiro a ser convidado ao exclusivo círculo da Câmara de Alta Costura parisiense. Gustavo se apresenta desde 2008 na semana de alta-costura de Paris, suas criações desfilaram ao lado de grandes nomes da alta-costura: Chanel, Lacroix, Dior, Armani, Valentino, Gaultier.....
Mineiro e arquiteto por formação, Lins explicou que sempre esteve “interessado na arquitetura das peças do vestuário e pelo contato das peças com o corpo”. Foi em Paris que se formou como estilista, e construiu 17 anos de carreira trabalhando ao lado de grande nomes da moda, entre eles John Galliano. "Lá aprendi meu ofício de estilista, mas continuo sendo arquiteto na minha forma de pensar e construir, e o que me interessa é criar a idéia de movimento através das formas fixas", coloca o estilista.
Como referencial, Lins coloca a cultura da arte barroca mineira como ponto forte para ele. Ele transita entre a arquitetura, a moda e a arte contemporânea, passando de uma coisa a outra é que encontra suas referências. E complementa quando lhe questionam sobre a brasilidade de seu trabalho: "Eu me formei como estilista em Paris e aprendi o ofício trabalhando em Paris, o que faz com que minha forma de trabalhar e de pensar as peças de vestir seja parisiense. Mas sou brasileiro e em mim está a mistura. As pessoas me perguntam às vezes em que meu trabalho é brasileiro, porque não vêem nada brasileiro aqui. Eu respondo que isto é brasileiro porque eu misturo materiais inesperados, como a lã, a seda, o linho e o algodão e os pesponto até o fim, crio vínculos: isto é o Brasil, somos gente de origens diferentes que falamos a mesma língua, que temos os mesmos códigos de comportamento. O Brasil é isso, um 'melting pot' no qual toda essa gente tem que se entender".


Propostas para outono-inverno 2009

domingo, 26 de julho de 2009

Moda, Indumentária e Comunicação

Moda é uma forma de comunicação. Mas a moda poderia ser comparada à linguagem oral e escrita, já que as duas possuem a mesma função, a de comunição? Na linguagem, cada palavra já possui um significado. Como o significado se relaciona com a roupa?
Do ponto de vista da comunicação podemos interpretar dois sistemas de interação: o “processo” e o “semiótico”. A remessa e recebimento de mensagens, caracteriza o “processo”. O significado parte do remete. A indumentária é o meio pelo qual o transmissor difunde sua mensagem. Nesse movimento, envio e recebimento de mensagens, a comunicação pode ocorrer de forma falha. Dessa interação ocorrem mudanças, há um afetamento de comportamento recíproco, afetando principalmente o receptor, o qual pode interpretar de outra forma a mensagem do remetente.
O modelo semiótico, percebe o indivíduo numa interação social como pertencente a um grupo. Onde ocorrem a produção e a troca de significados através da comunicação, uma negociação de significados. Esse processo de significação depende da experiência cultural e expectativas de cada participante, o importante é o processo de troca, o significado é trazido como consequência da interação. O relevante são as diferentes possibilidades, não o significado como algo inteiramente pronto.
Associando esses conceitos à idéia da relação moda-comunicação, considerar a roupa como possuidora de um, e apenas um significado é falho. Pois, o usuário não se vestiria a fim de transmitir o significado da roupa, mas sim se transmitir através da indumentária. A roupa se apresenta como uma interação de significados, e não possuidora de um significado pré-estabelecido. É, sim, uma forma de comunicação que apresenta o significado como um fim.

sábado, 18 de julho de 2009

Arte Tecnológica


Telas não são mais trabalhadas apenas com pincéis e tintas. Pontos e vetores constroem as novas composições. Das telas do computador surgem as imagens, precisas, quase reais. A quase perfeição das linhas que os pintores do Realismo tentavam reproduzir. Chegamos a um novo movimento, o “Realismo Virtual”.
Linhas duras e rígidas transformam-se em traços suaves que inventam paisagens, objetos, pessoas. Reinventam um mundo enquadrado nos padrões das máquinas, mas uma esfera visualmente livre, sem horizontes. Novas dimensões para interagir, novos ângulos explorados, virados e revirados, em apena um clique. Quantas obras-de-arte não seriam destituidas de seu propósito com apenas um borrão? No mundo virtual existe o Ctrl+Z!
O Inglês Jason Brooks é um designer gráfico com estilo. Dono de um trabalho minucioso e preciso. Estilos de vida variados e o luxo predominam em suas composições, inspiradas em suas aventuras e viagens. Um dos primeiro no seu campo abraçar e popularizar a informática, se tornou muito bem sucedido, é um dos expoentes da ilustração de moda.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Beleza singular, um novo olhar

Cultura de massa, a era da massificação está sendo superada. Hoje, a diferenciação, a singularidade, e o eu, prevalecem. Bem-vindos à era do individualismo.
A beleza não está contida em nenhum esteriótipo montado, ela se encontra na singularidade. Somos desatentos de mais para prestar atenção ao que nos rodeia. E o medo de romper com os significados pré-estabelecidos é grande, pois é mais fácil e cômodo aceitar, e “compreender” o que já conhecemos e estamos familiarizados. Eis o por quê de pré-julgarmos as pessoas por sua aparência enquadrá-los em um esteriótipo. Estes processos ocorrem tanto consciente como insconscientemente em cada pessoa, são sistemas inatos à educação que recebemos da sociedade em que vivemos. Esta atitude facilita nosso contato com as pessoas, pois temos a enganosa impressão de conhecer com quem estamos lidando.
Abrir-se para o estranhamento, que seria a derrubada de barreiras e concepções pré-formadas, se torna difícil relevando a cultura que nos foi ensinada. Deixar-se seduzir por algo novo, eis o encantamento de descobrir novos arranjos estéticos.Cada ser possui um olhar sobre o belo, o feio, o certo e o errado, a isso, também, se atribui o nome de singularidade.
O homem acredita possuir o poder de tudo controlar, vivendo em uma lógica binária, onde só residem pares opositivos, como: o certo e errado, belo e feio. A queda destes conceitos seria o caos, a desordem, pois o ser não consegue coviver com a multiplicidade, aglutinar diferentes noções para estes conceitos. Porém, este caos é a semente para um novo pensamento, essa desordem que caracteriza o pensamento complexo, e não simplista ao qual estamos treinados para o cotidiano, supõe abertura para a aleatoriedade, transformações e novas relações. O estranhamento é a chave para a identificação da beleza singular.