sábado, 26 de maio de 2012
Backstage: uma espiadinha por trás das cortinas
domingo, 29 de maio de 2011
Moda: relação pessoa-objeto
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Moda, vestir ou não vestir? Será essa apenas a questão?
domingo, 18 de outubro de 2009
It People
Uma It people contagia o ar por onde passa, é cativante e adorável. Transpira segurança e personalidade, possui grande auto-estima por se auto-conhecer, usa seus pontos fortes, sabe quem é e o que quer. Sempre se enquadra no ambiente, sabe se posicionar, alia seu comportamente ao look. Ser uma It People é muito mais do que ser uma expert no mix de peças e saber combinar, ou lançar tendências, é saber o COMO: como usar, como agir, como se expressar.quarta-feira, 12 de agosto de 2009
A vez dos pequenos
Começando pela segunda perspectiva, é visto que as crianças de hoje nascem em um mundo diferente das gerações passadas, são totalmente ligadas à tecnologia e possuem facilidade de acesso à informação. De certa forma, esse estilo de vida contemporâneo desde muito cedo começa a moldar a personalidade dos pequenos. O que cerca o mundo deles é o que influencia sua maneira de agir e de vestir. Recebem influências, principalmente, desse mundo tecnológico e da mídia, com seus desenhos animados e ídolos, que se tornam referência de comportamento e estética. Por outro lado, é notável o poder que elas possuem de analisar e possuir um julgamento próprio para o que pode ou não ser bom para elas, a ponto de optarem por suas preferências, ou seguirem os conselhos dos pais. Nesse aspecto se encaixa a figura paterna/materna, forte o suficiente para transmitir uma imagem positiva, de segurança e confiança para as crianças. Quando há esse relacionamento com a imagem do pai ou da mãe, é que vemos, nos pequenos, o espelho das atitudes e elementos do visual paternal.
Com essas mudanças de comportamento, o foco da indústria indústria e do marketing passa diretamente para o público infantil, especialmente os jovens, que detêm um maior poder influenciador e de decisão, tanto quanto os próprios pais. Mas ao mesmo tempo há a preocupação com a opinião dos adultos, os pais que ainda escolhem pelo menores e são aqueles que possuem a decisão de compra.
Essa influência exercida pelos pais se reflete no vestuário infantil, nesse inverno, as tendências do mundo adulto se transformam em tendências para as peças infantis, representadas por cores, estampas e formas. A palavra-chave é versatilidade, aliada ao conforto que são características imprescindóveis para que o vestuário infantil seja usável, realista e prático. As peças são bem trabalhadas, impera a mistura de materiais e tecidos, criando a coexistência do étnico e do moderno. Os temas presentes no universo infantil são: Romance, Esporte e Étnico. Foco nas texturas, o jogo de sensações e experiências bastante exploradas nessa fase, detalhes artesanais e suaves, estampas étnicas, naturais, geométricas e desenhos animados, sobreposições e recortes.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Beleza singular, um novo olhar
A beleza não está contida em nenhum esteriótipo montado, ela se encontra na singularidade. Somos desatentos de mais para prestar atenção ao que nos rodeia. E o medo de romper com os significados pré-estabelecidos é grande, pois é mais fácil e cômodo aceitar, e “compreender” o que já conhecemos e estamos familiarizados. Eis o por quê de pré-julgarmos as pessoas por sua aparência enquadrá-los em um esteriótipo. Estes processos ocorrem tanto consciente como insconscientemente em cada pessoa, são sistemas inatos à educação que recebemos da sociedade em que vivemos. Esta atitude facilita nosso contato com as pessoas, pois temos a enganosa impressão de conhecer com quem estamos lidando.
Abrir-se para o estranhamento, que seria a derrubada de barreiras e concepções pré-formadas, se torna difícil relevando a cultura que nos foi ensinada. Deixar-se seduzir por algo novo, eis o encantamento de descobrir novos arranjos estéticos.Cada ser possui um olhar sobre o belo, o feio, o certo e o errado, a isso, também, se atribui o nome de singularidade.
O homem acredita possuir o poder de tudo controlar, vivendo em uma lógica binária, onde só residem pares opositivos, como: o certo e errado, belo e feio. A queda destes conceitos seria o caos, a desordem, pois o ser não consegue coviver com a multiplicidade, aglutinar diferentes noções para estes conceitos. Porém, este caos é a semente para um novo pensamento, essa desordem que caracteriza o pensamento complexo, e não simplista ao qual estamos treinados para o cotidiano, supõe abertura para a aleatoriedade, transformações e novas relações. O estranhamento é a chave para a identificação da beleza singular.
domingo, 7 de junho de 2009
Universo masculino: movimentos e interferências
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Do arquivo IV (final)
O último dia tem início. Marcado por muitas abstenções e atrasos. O grupo de trabalho “Teorias de Moda: Ciências Humanas e Sociais” foi composto por apenas duas autoras. Apesar das faltas, foi bastante proveitoso, discutindo-se moda e sua multidisciplinariedade.
Maria Luisa Célia Escalona de Dois apresentou um “Estudo antropológico sobre a noção de estilo nas publicações de moda” . Através de uma análise das questões de moda apresentadas em revistas, Maria relacionou de que maneira os símbolos e conselhos publicados são utilizados pelas leitoras, de que forma elas entendem e percebem esses códigos.
Em “Moda e Modas: modelos teóricos comparados”, Mercedes Lusa Manfredini apresenta um estudo sobre o ciclo de difusão da moda teorizados por estudioso de diferentes áreas, demonstrando a multidimensionalidade da moda.
Essa foi a grande questão levantada e discutida: a multidisciplinariedade da moda, não a moda vista somente como vestimenta, mas o conceito moda. Como a moda está inserida em diversas áreas e como diversas áreas se apropriam da moda. A moda está em tudo e tudo está na moda.
Do arquivo III
No eixo cinco das comunicações orais a temática foi “Moda e Comunicação”. A relação da mídia e a comunicação de moda foi apresentada em sete diferentes trabalhos.
Ana Maria Amorim Mitidieri apresentou uma contextualização do vestido de noiva e sua significação nas diferentes épocas. Finaliza, concluindo que hoje há uma resignificação desse vestido, pois o vestido branco de casamento possui um significado diferente de quando vestido pela Rainha Elisabeth, como sinônimo de força e poder.
Yara Eleodora Vasconcelos Teixeira, autora de “Emperiquitados e Engomadinhos: Um estudo sobre a moda e o consumo infantil”, trás seu olhar sobre a roupa infantil da década de 80. Constata a influência dos meios midiáticos quanto ao comportamneto de consumo, e como este meio, a partir da década de 80, influenciou fortemente a antecipação das idades e decretou um fim precoce da infância. Um trabalho que trás um estudo histórico e uma análise bem estruturada do contexto em que se deu a expansão desse movimento, traçando um pararelo com a conjuntura atual.
Lu Catoira, também, desenhou este paralelo. Seu trabalho trás uma reflexão sobre o movimento jovem do ano de 1968, e como 40 anos depois, esse movimento ainda tem repercussão e relevância para a cultura jovem e a na moda. Um texto repleto de referências e relações bem observadas.
Luciane Glaeser e Cleide Floresta desconstroem um visão simplista do “Neutro”, trazendo esse pensamento para um universo de ambigüidades, e transportam essa idéia para o universo da moda. Ao final, materializam essas conexões na figura do jeans.
Apresentando o fenômeno fashion das primeiras “ecobags”, Marilei Catia Fioreli põe em discussão a validade da preocupação ecológica em ações guiadas pela mídia.
Daniela Aline Hinerasky analisa, também, essa influência que mídia no produto SPFW. Classifica o evento como um espetáculo comercial, e expõe o fato de diferentes mídias se apropriarem desssa notícia através de uma lógica midiática própria do veículo. O como cada mídia se utiliza dessas informações do modo que melhor lhe aprouver e que seja de seu interesse, objetivando seu público-alvo.
Encerrando, Diego Andia de C., Cecília de Paula de Souza L. e Carla Alessandra Palmieri apresentaram um projeto diferenciado de canal de comumicação. A proposta é um portal on-line sobre moda, denominado Closet.
Assim, finalizou-se mais uma rodada. Duas autoras não estavam presentes neste eixo.
domingo, 3 de maio de 2009
Do arquivo I
Segundo dia, Eixo 3: Subjetividade, História e Aparências
Começando com um certo atraso em função da localização do auditório, iniciou-se o grupo de trabalho “Moda, Processos de Criação e Produção de Subjetividade”, comandado pelo simpatia de Rosane Preciosa e Cristiane Mesquita. Construindo a discussão um grupo multidisciplinar constituido por designer, pesquisadora, historiadora, arquiteta e figurinista, composto por Rita Andrade, Cristiane Mesquita, Lia Marcia Borges de Abreu, Rosane Preciosa Sequeira e Beatriz Ferreira Pires. Apresentando diferentes interfaces, propondo a discussão, gerada através da inquietação, da intervenção, construindo assim conhecimento. Um local que mobilize questões e gere formas escritas de pensamento, Rosane introduz o GT.
O grupo inicou com a exposição de Rita Andrade, com o título “Biografia Cultural das Roupas”. Sua tese partiu do estudo de um vestido parisiense datado de 1927, doado ao museu Paulista. O direcionamento do estudo não se deve ao testumunho de época que o objeto possui, mas sim pelas histórias que carrega. A investigação deve desdobrar-se para além da interpretação do momento de criação do objeto, deve-se relevar sua circulação social, as intervenções pelas quais passou, todos os momentos de construção. Esses vestígios fazem parte da interpretação do objeto, seu papel dentro da história. Este objeto não está no passado, mas sim no presente, não vestindo, mas sensibilizando.
Não estava programada, mas foi uma grande surpresa a apresentação da arquiteta Beatriz Pires: “Corpo – de objeto passível das mais diferentes formas de representação a suporte passível das mais diferentes linguagens”. Beatriz trouxe à discussão a arte Boby Modification, colocando o corpo como suporte passível das mais diferentes linguagens. Propõe duas correntes para essa apropriação: inserir-se no contexto contemporâneo, onde a plástica é um dos meios de transformação; ou, pela diferenciação, procurando uma estética diferente das formas inatas, humanas. Beatriz trouxe algumas imagens que ilustram esse movimento a fim de representar a busca dos adeptos do Body Modification por novas experiências através do próprio corpo. Essas transformações provocam um grande estranhamento. Eles procuram aprender o mundo de forma total através destas experiências com o corpo. Há dor sim, mas aprendem a controlá-la, “sentir” a dor (para nós) é diferente de observá-la (para eles), pois toda a dor é uma ruptura física e espiritual. É uma ruptura da identidade coletiva, desse corpo humano que nos identifica e aproxima como homens.
A seguir Lia de Abreu apresentou “Produzindo Figurino”. Lia coloca o figurino como processo de criação, transformação, reapropriação, retrabalhamento de códigos e representação. Numa relação moda versus figurino, a moda se preocupa na confecção de peças, no “em série”, enquanto o figurino confecciona a peça, executa um trabalho único. Possuir de uma função representativa necessita de um tratamento especial e de vivência das peças, cada roupa precisa ser trabalhada, um figurino não comporta peças “novinhas”, vazias. Ambas se aproximam na preocupação com a produtividade, vestibilidade e custo. “Transformar é a alma do negócio”, ressalta Lia. Enfatiza que é importante possuir um olhar para as diferenças, entender o por que, o como e onde aconteçem “as coisas”.
“Biopolíticas da Aparência”, um recorte da tese de Cristiane Mesquita, propõe o corpo como locus subjetivo, a aparência e constituição de si. É importante pensar o corpo. Nesse “aparecer”, todos possuimos redes estratégicas de poder, todos somos emissores e receptores desse poder.
A fala de Rosane Preciosa abordou “Considerações sobre moda e memória”. O trabalhou abordou a questão da memória revisitada, a incessante volta ao antigo por parte da moda. Um passsado renovado, reciclado ao gosto da época, mas com fins comerciais, “tratam-se de memórias inventadas”, afirma Rosane, há a comercialização de modos de vida. Em épocas de incerteza, nos voltamos para nós, para nossa memória, que é o campo seguro. Alerta que “supervalorizar a memória pode indicar falta de perspectivas para o futuro”.
Após a exposição dos participantes, foi aberto um espaço para discussão temática. Encerrando a manhã com colocações, trocas e bom humor.
sábado, 21 de março de 2009
Um cardápio chamado moda

A moda está democratizada! Alguém decretou tal sentença. Isto significa que hoje tudo, ou quase tudo é permitido e possível em se tratando de vestimenta.
Ok. Mas analisando o aspecto empresário-comercial da questão: a cada nova estação, propostas são lançadas ao público e novas coleções são incorporadas aos pontos de venda. As semanas de moda surgem com este intuito, o de comercializar mais e mais peças. Mas estes eventos são idealizados camuflando a fachada comercial, para o público, são envoltos em uma atmosfera sedutora e construtora de sonhos e anseios. Novos desejos são criados e comercializados. A cada novo lançamento somos bombardeados com objetos atraentes, verdadeiramente desejáveis, e quando nos damos conta estamos mudando com a coleção.
Assim como as tendências, os gostos possuem prazo de validade, é um ciclo. O que era atraente e usável na estação passada, de acordo com a tendência atual passa a ser menos sedutor. Quem prefere um estilo que não é o da vez ou procura propostas de outras coleções ou procura muito pelo que realmente quer, ou contente-se com o que é exposto agora. Mas o que de fato acontece é que nos apropriamos destes lançamentos. Quando percebemos nos encontramos atraídos e dominados por estas novas propostas: nessa estação são estas peças que traduzem quem sou agora. Logo, nos renovamos a cada estação, mudamos, brincamos, nos encontramos e nos perdemos. Um elemento que outro, invariavelmente será adotado, pois as necessidades e desejos criados são muitos. E quem não gosta de uma novidade?
Tendências obedecem a sistemas específicos de difusão, a moda não obedece ao acaso, é fruto de uma escolha coletiva. Ela responde a um tipo de sensibilidade específica, consagrada pelo culto ao novo e à mudança. As tendências podem ser comparadas a um rodízio, porém meio limitado: acabado os ingredientes, ou substitui-se ou retira-se do cardápio.
terça-feira, 10 de março de 2009
Reunião de amigas, chá da tarde e.... muitas roupas!

Roupas velhas, usadas e dispensadas, tem como destino: doações, brechós ou o lixo! O que fazer com esse material? Doações são iniciativas nobres. Brechós também são uma boa alternativa. Porém esses lugares acabam tornando-se um depósito de pó e mofo, as roupas esquecidas lá por seus antigos donos, são substituidas por novas mercadorias. Futuramente, essas novas aquisições se tornarão mais material descartado, lixo. O problema em si, é o consumo desenfreado, o qual gera uma quantidade considerável de lixo, que acaba não sendo encaminhado a um destino adequado. Você sabe onde vai parar esse lixo todo?
Um grupo de amigas cansadas de emprestarem suas roupas para outras amigas, as quais possuem sérios problemas de memória, sempre esquecendo de devolver o objeto em questão, construiram uma admirável iniciativa, coordenando uma solução para esses dois prolemas: o de excesso de lixo produzido pela moda, e de ver sempre a amiga com suas roupas. Em Londres, de tempos em tempos, é realizado um chá-bazar onde, ao invés de possuir caráter beneficiente, ele se preocupa com a sustentabilidade. Não, não é necessário doar fundos para o “salvem o planeta”. Cada pessoa leva o que “cansou” de usar e troca, troca até mesmo pelo desejado vestido vermelho da amiga.
Esta é uma forma de reduzir o impacto causado pela indústria da moda no meio-ambiente. A indústria produz, produz, nós compramos, compramos, compramos, e, fechando este ciclo, o mercado faz com que os consumidores descartem, joguem fora o ultrapassado para poder reiniciar o processo.
Aplaudo, sim, essa iniciativa. Sendo assim, no final saem todas contentes, roupas “novas” ao invés de emprestadas, e amigas felizes contribuindo para uma moda mais sustentável.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Celebridades, modismos e uniformização da massa

E no tapete vermelho... O último lançamento, a mais nova tendência, a última invenção no círculo dos famosos... Gisele saindo com um sapato na cabeça! Corre, querida! Porque é o último grito fashion! E todas Marias e Joanas desfilam seus chapéus-sapato. Objetos mágicos, precisamos deles!
O simples ato de correr atrás desses objetos, tornam-nas vítimas dos modismos. Uma massa consumidora ávida de célebres novidades, todas uniformizadas, iguais. Mas o desejo de possuir o poder dessa peça, é mais forte. Na verdade o que importa, o que desperta esse sentimento é o status que esse elemento provoca. O possuidor tranforma-se por antropofagia em algo que gostaria de ser, o que muitos gostariam.
Celebrities vem e vão, querida! Assim como modismos são passageiros. Mas ser mais uma na multidão é um papel difícil. Então, corra à frente, coloque “seu sapato na cabeça” porque você quer, pelo que você gosta e se sente bem. Mas não use um fosforescente, por favor.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
REvolução Masculina

Ao se falar de moda, de vestuário, palavras essas que para muitos remetem a um universo dominantemente feminino. Os homens “não” são inseridos nesse universo de glamour, tendências e novidades, novidades e novidades. Mas quem disse que nada ocorre no universo masculino? Mudanças estão sempre ocorrendo, novos ciclos se iniciam, porém este é um processo de transição mais lento no cotidiano masculino.
O homem moderno possui um dia-a-dia mais dinâmico, não dispende horas e horas se arrumando. Tem um comportamento mais voltado para o trabalho, acompanha o ritmo desenfreado da sociedade moderna e capitalista. Assim, a moda masculina passou a ser austera, prática no vestir e no arrumar.
Alguns séculos atrás, ainda o homem se vestia com pompa e frivolidade, valendo-se assim de status. Isso ocorria em uma época totalmente adversa, onde a sociedade exigia um estilo de vida diferenciado, onde os homens abastados não precisavam se dedicar ao trabalho. Conforme a evolução deste modo de vida, e da necessidade do homem de inserir-se no mundo com seu trabalho, a ostentação e o padrão de vida do homem passaram a ser quesitos da mulher da família, através de jóias, roupas e pompa.
A moda masculina adaptou-se a inúmeros processos, demonstrando seu mérito. Tamanho mérito, que influenciou fortemente e ainda influencia a moda feminina, a qual é considerada o grande vetor do mundo fashion. Distingue-se assim, como a moda é influenciada diretamente pelo contexto social e cultural de cada época.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Na trilha das Índias

Por falar em tendências... uma das macro-tendência para o verão 2009 é o étnico, apostando fortemente nesta proposta, a TV Globo investiu no tema “Índia”. É no mínimo engraçado como a televisão, especialmente esta emissora, consegue difundir tantas tendências e de maneira tão veloz, possui, até mesmo, o grande poder de influenciar o comportamento dos espectadores. Moda é comportamento e, também, cultura. Cultura faz parte da moda, assim como a moda é reflexo das culturas. Sendo assim, proponho-me a assinalar alguns aspectos da cultura indiana, e, claro, apresentar algumas peças da indumentária indiana.
Para esta cultura cheia de símbolos a aquisição de conhecimento e a remoção da ignorância são fundamentos. A ignorância representa a escuridão e o conhecimento a luz. Estes conceitos são simbolizados pela figura de uma lamparina, a deepak.
A sílaba “Om” é o som da meditação. Entoado no começo de todos os mantras, é o som da criação, representa o poder de Deus. Sempre presente em muitas imagens, a flor de lótus, possui um significado muito forte: esta linda flor cresce na água pantanosa, e mesmo assim não é afetada por ela. Assim como a flor nós devemos ficar acima do mundo material, apesar de nele viver. A swastica, um símbolo que no ocidente é relacionado ao nazismo, na verdade é uma benção, representa a auspiciosidade, bem estar e prosperidade. As divindades, são as muitas manifestações de Deus. E com seus vários braços, indicam as direções, a maioria indica os quatro pontos cardeais. Não há dúvida de que a religião rege muitos povos, e é, também, sua forma de expressão. Para o povo indiano, a literatura e poesia, assim como a arte, a pintura e escultura, que fazem referência às tradições e mitos, são formas de se conectar com o divino.
Além dos símbolos, muito forte na Índia é o cinema. Os indianos possuem um estilo próprio, o cinema bollywoodiano. “Bollywood” provêm de Bombay, o qual é o principal centro cinematográfico da Índia.
Muito colorido, mais e mais tecido, detalhes minuciosos, assim poderia ser resumida a vestimenta indiana. Na indumentária, o sari se destaca no mundo. É uma das mais antigas formas de vestimenta da mulher indiana, e a mais popular. O sari é o drapeamento de um tecido, vestido junto uma blusa. É uma peça muito sensual, pois ao mesmo tempo que cobre o corpo, revela as curvas do corpo femino. A princípio, um sari parece igual ao outro, mas eles se diferem no modo de amarrar, revelando uma região de origem diferente. No caso dos turbantes, uma maneira diferente de amarrar, representa uma religião diferente. Para as mulheres, outra peça importante é o Salwar Kameez: conjunto com motivos indianos bordados à mão. Para as indianas, é constante o uso de xales e estolas, em tecidos leves e coloridos. Os homens, assim como as mulheres, possuem uma roupa tradicional, o Kurta Pajama. Confeccionado em algodão ele se torna um pijama, já em um tecido como a seda, ele é utilizado para cerimônias formais. Os homens, também, possuem o sari, porém em uma versão masculina: o dhoti, um tecido comprido enrolado no corpo masculino.
Um país de contrastes, um povo colorido, místico, conservador, progressista, moderno, antigo... a Índia possui uma identidade cultural única.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
A efemeridade humana
O processo de renovação da moda além de ser um resultado das mudanças das estações, acompanha as manifestações da natureza humana. No calendário de moda, as coleções de inverno e verão deixam de ser as exclusivas. Lançamentos de meia-estação e mini coleções vêm se firmando, uma renovação cada vez mais rápida está acontecendo. Esse desejo por novidades, de recomeço se faz cada vez mais presente nas pessoas. Esse movimento de mudança rápida é que faz do ciclo da moda efêmero e transitório.
A moda acompanha essas transformações, e antecipa o surgimento desses valores nos lançamentos de novas coleções. O comportamento das pessoas é efêmero, comportamento é moda, logo a moda é transitória.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Desejo de consumo

Que a moda é um grande mercado de consumo, disso não há dúvida. A moda impulsiona esse desejo de consumo das pessoas. Grande aliado desse fenômeno consumista é o marketing, que faz gerar o sentimento e a necessidade de possuir esses objetos. O homem sentiu a necessidade de se cobrir primeiramente não por necessidade e proteção ou pudor, mas para adornar-se, enfeitar-se.
A moda trabalha com os valores, as necessidades e os desejos das pessoas no dado contexto em que se manifesta. Hoje a moda aliada com o marketing faz o jogo da sedução. O desejo de consumo hoje é voltado para a sexualidade. Desde sempre houve a sedução do feminino e do masculino, mas isso se tornou mais evidente e explorado pela moda nesse contexto atual. A sexualidade tornou-se alvo da moda.
A moda está em tudo, se apropria de outros meios (como arte, psicologia, economia, política...), utilizando-se e sendo usada para explorar o desejo de consumo.











